POLÍCIA CIVIL DE PERNAMBUCO DESARTICULA ESQUEMA DE FRAUDES FINANCEIRAS E PRENDE 13 PESSOAS DURANTE OPERAÇÃO MIRAGE

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), por meio da Delegacia de Polícia de Repressão ao Estelionato (DPRE), desarticulou uma organização criminosa especializada em fraudes financeiras envolvendo falsos investimentos em criptomoedas, bolsa de valores e outros ativos financeiros. A ação ocorreu durante a Operação de Repressão Qualificada Mirage, deflagrada no dia 15 de julho, e resultou na prisão em flagrante de 13 pessoas que atuavam no esquema criminoso.
A Operação Mirage foi a 50ª Operação de Repressão Qualificada realizada pela Polícia Civil de Pernambuco em 2026. A ação foi presidida pelas delegadas Viviane Santa Cruz, Lígia Cardoso e Érica Bezerra, titular e adjuntas da Delegacia de Repressão ao Estelionato.
Durante o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão domiciliar, os policiais encontraram os investigados em plena atividade criminosa. Todos os 13 suspeitos foram presos em flagrante e, posteriormente, tiveram as prisões convertidas em preventivas pela Justiça.
As investigações apontaram que o grupo utilizava sofisticadas técnicas de engenharia social para convencer vítimas a realizarem supostos investimentos em plataformas que simulavam operações legítimas no mercado financeiro. A estrutura fraudulenta reproduzia com elevado grau de fidelidade o ambiente de investimentos em bolsa de valores e criptomoedas, induzindo as vítimas a acreditar que estavam aplicando recursos em operações seguras e rentáveis.
Como estratégia para conquistar a confiança dos investidores, os criminosos permitiam que as vítimas realizassem pequenos saques correspondentes a falsos lucros, utilizando, na verdade, recursos provenientes dos próprios valores investidos. Esse artifício fazia com que os investidores acreditassem na rentabilidade do negócio e aumentassem progressivamente os aportes financeiros. Em um dos casos investigados, uma única vítima sofreu prejuízo de aproximadamente R$ 1,5 milhão.
A empresa investigada acumulava dezenas de boletins de ocorrência registrados em diversos estados brasileiros, todos relacionados ao mesmo modus operandi, demonstrando a atuação reiterada e organizada da associação criminosa.
Durante a operação, os policiais localizaram um escritório que funcionava como uma verdadeira central de golpes. O local não possuía qualquer identificação externa da empresa e contava com isolamento acústico, dificultando a percepção das atividades desenvolvidas. No interior do imóvel, foi constatada uma estrutura semelhante a um call center, equipada para a captação de vítimas em larga escala.
Os investigadores também encontraram quadros com metas mensais de arrecadação ilícita, que giravam em torno de R$ 800 mil, além de documentos e materiais que indicavam o planejamento da transferência da base operacional da organização criminosa para o México, incluindo passagens aéreas, reservas de hospedagem e programação da viagem.
Ao todo, foram apreendidos aproximadamente 50 vestígios digitais, que passarão por perícia e auxiliarão no aprofundamento das investigações, especialmente na identificação de outras vítimas, possíveis integrantes da organização e eventuais ramificações do esquema em outros estados e até no exterior.
As investigações continuam com o objetivo de identificar outros envolvidos, ampliar o rastreamento dos ativos financeiros movimentados pelo grupo.





