PF DEFLAGRA 3ª FASE DA OPERAÇÃO CHIADO CONTRA FRAUDES EM CONCURSOS PÚBLICOS

quarta-feira, 01 de julho de 2026

Mandados foram cumpridos em Pernambuco e na Paraíba; Justiça determinou bloqueio de mais de R$ 1,3 milhão dos investigados

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, 1º/7, a terceira fase da Operação Chiado, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar em fraudes a concursos públicos e lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal nos municípios de Recife, Itaquitinga, Goiana e Paulista, em Pernambuco, além de João Pessoa, na Paraíba. As ordens judiciais foram expedidas pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco.

Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro e bloqueio de ativos financeiros dos investigados em valores superiores a R$ 1,3 milhão.

As investigações são um desdobramento das fases anteriores da Operação Chiado e tiveram início após a prisão em flagrante de cinco pessoas durante a aplicação das provas para o cargo de assistente em administração da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em 8/9/2024. Na ocasião, os suspeitos foram encontrados com aparelhos de transmissão de áudio e pontos eletrônicos utilizados para receber respostas durante o exame.

A primeira fase da operação foi deflagrada em 23/9/2025, quando a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão e efetuou a prisão preventiva do apontado líder do grupo.

Segundo a PF, a organização criminosa possuía estrutura hierarquizada e divisão de funções. As investigações apontam a existência de integrantes responsáveis pela captação e transmissão clandestina das questões das provas, além de pessoas encarregadas de repassar as respostas aos candidatos por meio de dispositivos eletrônicos. Também foram identificados operadores financeiros que teriam atuado na movimentação e ocultação dos recursos obtidos com as fraudes.

De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que o grupo tenha fraudado mais de dez concursos públicos nas esferas federal, estadual e municipal em diferentes estados do Nordeste.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, fraude a certames de interesse público e lavagem de ativos. Somadas, as penas podem chegar a 24 anos de prisão, conforme a legislação vigente.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração dos fatos.

Postado Por: Jailson Ferreira