HOMEM MORRE APÓS INTOXICAÇÃO POR METANOL EM PETROLINA; CIDADE REGISTRA DOIS ÓBITOS PELO PRODUTO

Um homem de 32 anos morreu vítima de intoxicação por metanol em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde, que informou que o óbito ocorreu no dia 19 de maio, nas proximidades de um shopping da cidade.
Inicialmente, a causa da morte permanecia sob investigação e só foi confirmada após a conclusão dos laudos emitidos pela Polícia Científica. De acordo com a Secretaria de Saúde, exames laboratoriais identificaram a intoxicação por metanol como responsável pelo falecimento.
As autoridades agora trabalham para identificar a origem e a procedência da bebida consumida pela vítima, com o objetivo de apurar se houve adulteração.
Com este caso, Petrolina soma quatro registros de intoxicação por metanol, sendo que dois deles resultaram em morte. A Secretaria Municipal de Saúde reforçou o alerta para que a população evite consumir bebidas de origem desconhecida ou com suspeita de adulteração.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), o estado já contabiliza 130 notificações relacionadas ao consumo de bebidas adulteradas. Destas, nove foram confirmadas como intoxicação por metanol, 106 foram descartadas e 15 continuam em investigação.
Entre os 29 óbitos notificados, seis tiveram confirmação laboratorial para intoxicação por metanol. Os demais casos foram descartados ou seguem sob investigação.
Além de Pernambuco, ocorrências semelhantes já foram registradas nos estados do Piauí, Paraná, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Bahia, Mato Grosso do Sul e Tocantins. Órgãos de fiscalização intensificaram inspeções em depósitos e fábricas de bebidas para identificar possíveis focos de adulteração.
Os sintomas da intoxicação por metanol costumam surgir entre 12 e 24 horas após a ingestão da substância, podendo aparecer mais cedo em casos de consumo elevado. Os principais sinais incluem dor de cabeça, náuseas, vômitos, dor abdominal, confusão mental, visão turva repentina e, nos casos mais graves, cegueira.





