PF E CGU DEFLAGRAM OPERAÇÃO CONTRA ESQUEMA DE CORRUPÇÃO E FRAUDES EM LICITAÇÕES EM PERNAMBUCO
Mandados foram cumpridos na Região Metropolitana do Recife e em João Pessoa; contratos investigados somam R$ 3,8 milhões
Uma operação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) foi deflagrada nesta quinta-feira, 18/6, para investigar um suposto esquema criminoso envolvendo fraude em licitações, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro em contratos públicos firmados com uma empresa de serviços de dedetização e impermeabilização.
Batizada de Operação Infesto, a ação cumpriu nove mandados de busca e apreensão, sendo oito em municípios da Região Metropolitana do Recife — Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Paulista — e um na cidade de João Pessoa, na Paraíba. A operação contou ainda com o apoio da Superintendência da Polícia Federal na Paraíba.
Segundo a investigação, foram identificadas movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica da empresa investigada, além de saques frequentes em dinheiro e transferências para diversas pessoas físicas.
As apurações apontam que contratos firmados entre 2020 e 2024 em três municípios pernambucanos resultaram em repasses de aproximadamente R$ 3,8 milhões à empresa. Desse montante, cerca de R$ 2,3 milhões tiveram origem em recursos federais.
De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que parte dos valores recebidos tenha sido distribuída a integrantes do núcleo familiar da sócia da empresa e a terceiros, por meio de operadores financeiros e empresas interpostas, em uma suposta tentativa de ocultar a origem dos recursos.
Os investigadores também identificaram possíveis repasses financeiros a um agente público durante o período de execução dos contratos, circunstância que pode indicar pagamento de vantagem indevida.
O nome da operação faz referência à atividade principal da empresa investigada, especializada em serviços de dedetização e impermeabilização. Conforme a PF, uma parcela significativa dos contratos analisados, muitos deles realizados por dispensa de licitação, tinha como objeto serviços de controle de pragas e sanitização, contexto em que surgiram os indícios de irregularidades.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes buscam apreender documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o aprofundamento das investigações.
Os envolvidos poderão responder, conforme o resultado das apurações, pelos crimes de associação criminosa, peculato, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal informou que as investigações continuam em andamento e que os fatos ainda estão sendo apurados.






