PROFESSORA DENUNCIA NEGATIVA DE READAPTAÇÃO FUNCIONAL E REDUÇÃO DE CARGA HORÁRIA EM BOM CONSELHO
A professora Fernanda Maria de Melo Silva denunciou, na noite desta quarta-feira (17), supostas dificuldades enfrentadas por servidores da rede municipal de ensino de Bom Conselho para obter readaptação funcional e redução de carga horária, mesmo quando apresentam laudos médicos que recomendam o afastamento de determinadas atividades.
Segundo a docente, que possui diagnóstico de Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), foram apresentados laudos médicos, inclusive emitidos por um psiquiatra vinculado ao próprio município, recomendando sua readaptação funcional. De acordo com Fernanda, a junta médica chegou a solicitar uma nova avaliação por um profissional do Sistema Único de Saúde (SUS), mas posteriormente o pedido foi negado.
A professora afirma que recebeu apenas a informação de que sua solicitação havia sido indeferida, sem que fossem apresentados os motivos detalhados para a decisão. Ela relata ainda que tentou resolver a situação por vias administrativas, porém não obteve sucesso.
Fernanda também denuncia que outros profissionais da educação estariam enfrentando problemas semelhantes. Conforme os relatos, diversos pedidos de readaptação funcional vêm sendo negados, mesmo com a apresentação de documentação médica. Há ainda queixas de que a junta médica estaria reduzindo os períodos de afastamento recomendados por médicos especialistas.
A situação ganhou repercussão após educadores relatarem que o vereador Gilmar Soldado teria se referido aos professores como “vagabundos” ao comentar reivindicações da categoria. A suposta declaração provocou indignação entre os profissionais, que consideraram a fala desrespeitosa.
Diante do impasse, Fernanda informou que pretende recorrer à Justiça em busca do reconhecimento de seu direito à readaptação funcional e à redução da carga horária de trabalho. Ela também relatou que seu perfil no Instagram, que possuía mais de 7 mil seguidores, foi denunciado e retirado do ar.
De acordo com a professora, o agravamento de seu quadro de saúde tem sido influenciado pelo nível de estresse enfrentado durante o processo. O caso reacende o debate sobre as condições de trabalho dos profissionais da educação e a necessidade de acompanhamento adequado das demandas de saúde dos servidores públicos municipais.






