HOMEM É CONDENADO A MAIS DE 31 ANOS DE PRISÃO POR ESTUPRAR, MATAR E DECAPITAR IDOSA COM ALZHEIMER EM PAULISTA
O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) condenou Antônio Vitor Alves da Silva pelos crimes de estupro, homicídio qualificado, ocultação e vilipêndio de cadáver praticados contra a idosa Josenilda Lins Ezequiel da Silva, de 64 anos. O crime, que chocou o Estado pela extrema violência, ocorreu na véspera do Natal de 2022, no município de Paulista, na Região Metropolitana do Recife.
De acordo com a sentença, Antônio Vitor foi condenado a cumprir 30 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado. Além disso, deverá cumprir mais 1 ano e 2 meses de detenção em regime aberto ou semiaberto, bem como pagar 20 dias-multa.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu que o réu praticou o crime por motivo torpe, mediante tortura, utilizando recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de considerar que o homicídio ocorreu em contexto de feminicídio. Também foram reconhecidos os crimes de estupro, ocultação de cadáver e vilipêndio de cadáver.
Na dosimetria da pena, o magistrado levou em consideração a confissão espontânea do acusado como circunstância atenuante. No entanto, os advogados que representam a família de Josenilda informaram que irão recorrer da decisão, buscando a retirada da atenuante e o aumento da pena, por entenderem que a condenação não reflete a gravidade dos fatos.
RELEMBRE O CASO
Josenilda Lins Ezequiel da Silva, que era diagnosticada com Alzheimer, saiu de casa sozinha no dia do crime e embarcou em um ônibus, percorrendo cerca de 14 quilômetros até descer em uma parada próxima ao local onde foi assassinada.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Antônio Vitor abordou a vítima e a conduziu até um terreno baldio, onde o crime foi cometido.
O corpo da idosa foi encontrado sem a cabeça e sem as mãos, apresentando ainda cortes na região do abdômen e da genitália. A cabeça foi localizada a aproximadamente 50 metros do corpo, enquanto as mãos nunca foram encontradas. As investigações também concluíram que a vítima foi estuprada antes de ser assassinada.
Durante o interrogatório, Antônio Vitor afirmou que Josenilda teria sido sua babá e alegou ter cometido o crime porque teria sido vítima de abuso sexual praticado por ela na infância. Entretanto, conforme apurado pela Polícia Civil durante o inquérito, essa versão não foi confirmada. As investigações apontaram que a vítima nunca trabalhou como babá em residência familiar, tendo exercido apenas a função de cuidadora de crianças em um colégio particular na cidade de Olinda.






