PF PEDE AO STJ AUTORIZAÇÃO PARA INVESTIGAR PRISCILA KRAUSE POR REPASSES A HOSPITAL LIGADO AO MARIDO
A Polícia Federal (PF) encaminhou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) um pedido de autorização para investigar a vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause (PSD), em razão de repasses de recursos públicos destinados a um hospital que tem como sócio o empresário Jorge Branco Neto, seu marido.
De acordo com informações divulgadas pelo portal Vero Notícias, a investigação pretende apurar a destinação de recursos federais à Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, localizada no município de Garanhuns, no Agreste de Pernambuco.
O pedido foi formalizado por meio de ofício assinado pelo diretor-geral substituto da Polícia Federal, William Marcel Murad. No documento, a corporação informa que denúncias apresentadas por deputados estaduais sobre possíveis irregularidades na aplicação de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS) foram incorporadas ao procedimento investigativo nº 2025.0127684, já em andamento.
Segundo a publicação, enquanto exercia funções na gestão estadual, Priscila Krause autorizou o repasse de aproximadamente R$ 3 milhões para a unidade hospitalar. Ainda conforme os dados divulgados, o hospital recebeu mais de R$ 25 milhões em recursos ao longo de 2025.
O caso também está sendo analisado pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), que apura suspeitas de superfaturamento em contratos e repasses realizados à instituição privada.
Em nota, a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro afirmou que presta serviços de alta complexidade à rede estadual de saúde há 55 anos e que já atuou durante as administrações de 15 governadores.
A instituição declarou ainda que todas as contratações ocorreram dentro da legalidade e sem interferência política, ressaltando que os recursos recebidos tiveram como finalidade garantir o atendimento à população pernambucana.
O hospital também informou que passou por auditorias e fiscalizações realizadas por órgãos como o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) e o Denasus, afirmando que não foram identificadas irregularidades graves nem prejuízos aos cofres públicos.






