PF DEFLAGRA OPERAÇÃO SOTAVE CONTRA CRIMES DE ABUSO SEXUAL INFANTIL EM PERNAMBUCO
Mandado de busca e apreensão foi cumprido em Jaboatão dos Guararapes durante investigação sobre compartilhamento de conteúdo ilegal pela internet
A Polícia Federal deflagrou, na terça-feira, 10/6, a Operação Sotave, com o objetivo de combater crimes relacionados ao armazenamento e à divulgação de imagens e vídeos contendo cenas de abuso sexual infantil por meio da internet. (Outras Imagens)
A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DELECIBER) da Superintendência Regional da Polícia Federal em Pernambuco. Durante a operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão expedido pela 4ª Vara Federal de Pernambuco no município de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife.
Segundo a PF, a investigação apura o possível compartilhamento de conteúdo ilegal por meio do aplicativo Telegram. Durante o cumprimento da ordem judicial, os agentes apreenderam dois aparelhos celulares e um cartão de memória.
Todo o material recolhido será submetido à perícia técnica para identificar possíveis evidências relacionadas aos crimes investigados.
De acordo com a Polícia Federal, caso sejam confirmadas as suspeitas, o investigado poderá responder pelos crimes de armazenamento e divulgação de material de abuso sexual infantil. As penas somadas podem variar de quatro a dez anos de reclusão.
A corporação destacou ainda a importância de utilizar a terminologia “abuso sexual infantil” ou “violência sexual contra crianças e adolescentes”, expressão adotada internacionalmente para evidenciar a gravidade dos crimes e os danos causados às vítimas.
Orientação aos pais e responsáveis
A Polícia Federal também reforçou a importância do acompanhamento das atividades de crianças e adolescentes no ambiente virtual e físico.
Entre as orientações, estão o diálogo aberto sobre os riscos da internet, a supervisão do uso de redes sociais, jogos e aplicativos, além da observação de mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou excesso de sigilo em relação ao uso de dispositivos eletrônicos.
Segundo a PF, ensinar crianças e adolescentes a reconhecer situações de risco e buscar ajuda diante de contatos inadequados é uma das principais formas de prevenção. A instituição ressalta que a informação e o acompanhamento familiar são fundamentais para garantir a segurança e o bem-estar dos jovens.






