sábado, 28 de dezembro de 2019

Uma mulher, identificada como Vitória Maria dos Santos Silva, 19 anos, foi presa em flagrante na manhã desta sexta-feira (27), suspeita de ter matado por esganadura o filho recém-nascido e esconder o corpo no guarda-roupa do quarto em que dormia com o companheiro. O crime aconteceu na terça-feira (24) em Machados, no Agreste pernambucano, mas o corpo do bebê só foi encontrado na madrugada desta sexta-feira (27) pelo companheiro de Vitória, Edimar Marques Lopes. A ocorrência foi realizada pela Delegacia Seccional de Limoeiro, onde a dona de casa, com ensino fundamental incompleto, confessou o crime. A Polícia Civil pediu prisão preventiva mas, em audiência de custódia, a mulher foi liberada pela Justiça na tarde desta sexta.

Em depoimento, Vitória confessou que esganou o recém-nascido com vergonha de contar ao atual esposo, com quem estaria junto desde o mês de julho, que o filho não era do atual companheiro. Para a família e para Edimar, a jovem afirmava que a gestação tinha apenas quatro meses. Vitória vai responder pelos crime de homicídio e ocultação de cadáver.

“O que aconteceu foi que ela teve um parto normal em casa, cortou o cordão umbilical com um alicate de unha, esganou o filho, colocou dentro de uma bolsa e escondeu no guarda-roupa debaixo de vários lençóis. Como ela perdeu muito sangue, ainda na terça, foi levada ao Hospital José Fernandes Salsa, em Limoeiro, onde permaneceu internada até a manhã de hoje (sexta, 27). Ao chegar em casa na madrugada desta sexta, Edimar sentiu o cheiro podre e ao procurar, descobriu o corpo do bebê. Ele imediatamente chamou a polícia. Ao sair do hospital, a mulher foi presa”, contou o delegado da seccional de Limoeiro, Thiago Uchôa.

Ainda segundo o delegado, inicialmente Vitória mentiu em depoimento, continuando a afirmativa de que o bebê tinha apenas quatro meses, que teria sofrido um aborto e jogado o bebê no vaso sanitário. “Ao confessar, contudo, ela disse que escondeu o corpo para dar um fim depois, já que passou mal e o companheiro tinha chegado em casa. Mas ela não imaginou que passaria tanto tempo internada e por isso o corpo ficou em estado de putrefação”, acrescentou Thiago.

O corpo do recém-nascido foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por perícia para confirmar se a morte foi por esganadura ou por outro instrumento e com quantos meses a criança nasceu. O caso vai ficar sob investigação da Delegacia de Machados.

Segundo Uchôa, a população do município está revoltada. “Nossa preocupação, quando a Justiça não acatou a preventiva, é porque a população pode querer fazer alguma coisa contra sua integridade física”, disse.

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