quinta-feira, 30 de maio de 2019

Eles reivindicam melhorias nos serviços de saúde da região e estrutura adequada por parte do Governo de Estado em hospitais locais.

Segue nota dos estudantes à imprensa:

“Em consonância com as pautas deliberadas durante a Assembleia Geral, e em observância do pleno gozo do direito de protesto e manifestação, vem-se convocar os estudantes do curso de Medicina da Universidade de Pernambuco – Campus Garanhuns, a se manifestarem diante do déficit de médicos cirurgiões, apresentado no quadro do Hospital Regional Dom Moura.

Cabe salientar que, dado o fato da paralisação ter sido decidida em Assembleia Geral, maior instância de representatividade do estudante, há respaldo legal para a mobilização da paralisação e que os nossos direitos são garantidos pelas Unidades de Representatividade do Estudante.

Nesse ensejo, enfatiza-se, também, a necessidade de fomentar a cultura de mobilização no intuito da valorização da rede de Saúde Pública de Garanhuns, principalmente do Hospital Regional Dom Moura que, há anos, não tem recebido investimentos suficientes para atender aos 21 municípios do Agreste Pernambucano, nem tem sido gerido de forma eficaz. Nós estudantes, futuros profissionais, do curso de Medicina da UPE, Campus Garanhuns, pedimos por melhorias dos serviços de saúde da região.

Diante disso, em prol da busca de um atendimento de qualidade à população, da necessidade de suprir os anseios do corpo estudantil perante um sistema de ensino adequado e ético, através das práticas realizadas no ambiente hospitalar, a comunidade acadêmica encontra-se mobilizada para que esses déficits sejam sanados.

Reiteramos que apoiamos a causa da interiorização da atuação médica, mas é necessário que esse processo ocorra com dignidade e responsabilidade. No formato em que se encontra, permeado em notável descaso, não há a possibilidade de que os hospitais recebam os estudantes no objetivo de formar médicos para a sociedade. Então apelamos para atenção do governo do Estado, na pessoa do Governador Paulo Câmara e para articulação entre as secretarias estaduais.”

Fomos também tentar conciliação no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) em que é repassado que as mudanças nos hospitais já foram feitas, mas sabemos por vivenciar diariamente no HRDM, que tais mudanças necessárias não aconteceram.

“Hoje pela manhã (28/05/2019) ocorreu uma reunião no ministério público de Garanhuns, solicitada pelos os estudantes do curso de medicina da universidade de Pernambuco – Campus Garanhuns, para deliberar sobre a implantação do Internato de cirurgia I na rede de saúde de Garanhuns, que inclui UPAE, Hospital Regional Dom Moura e Hospital Infantil. Durante a discussão os alunos levantaram pautas em relação à falta de transparência dos gestores da upe em relação aos trâmites dessa implementação, assim como se esses meios de práticas possuem as especificações necessárias para que a formação médica possa se dar de maneira plena e com qualidade. Diante da vivência acadêmica nesses meios de prática os alunos alegam a falta de médicos cirurgiões, enfatizando também a cultura de não preceptoria desses profissionais, falta de equipamentos como tomografias, ultrassom de 24 horas e outros que dificultam o seguimento da investigação clínica, assim como a não realização de cirurgias eletivas.
O ministério público conta com um relatório de 2017 onde afirma-se que não há condições da realização do Internato na cidade, porém não foram apresentados pelos coordenadores e gestores de curso novo relatório. Diante disso e conhecendo as necessidades do HRDM não só para implementação do Internato assim como para uma atendimento de qualidade á população, a comunidade acadêmica encontra-se mobilizada para que esses déficits sejam sanados, e busca o apoio do Estado para tal.

Durante a reunião também foram abordados outros assuntos como déficit de professores, falta de aulas práticas e de coordenadores ativos na busca para tais, alegando que os estudantes têm sido os responsáveis por entrar em contato com os serviços de saúde e organizarem as suas práticas, função que não pertencem para tal.”

Imagens e vídeo cedidos pelos estudantes

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