sábado, 02 de junho de 2018

Apesar do Governo de Pernambuco comemorar a redução dos índices de criminalidade nos últimos dois meses, o mal-estar na Polícia Civil parece não ter fim. Profissionais, entre agentes, comissários e delegados, não escondem a insatisfação pelas péssimas condições de trabalho. E nesta semana foi a vez da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Pernambuco (Adeppe) vir a público fazer críticas. A instituição afirmou que materiais básicos como papel, tinta para impressora e até computador com internet estão em falta nas delegacias.

 “É comum faltar materiais como papel e tinta para impressora, itens de proteção individual e limpeza, além de haver dificuldades para uso de computador e internet, sendo preciso, não raramente, que os Delegados solicitem ajuda das Prefeituras para poder trabalhar”, informa a Adeppe. Em algumas situações, policiais fazem até cota para comprar tinta e conseguir imprimir os boletins de ocorrência, a exemplo de casos já registrados na Central de Plantões da Capital, no bairro de Campo Grande, Zona Norte do Recife.

Outro problema já denunciado inúmeras vezes pelo Ronda JC é que o cidadão enfrenta dificuldades para registrar queixas, porque encontram muitas delegacias fechadas à noite e nos fins de semana, apesar de a Polícia Civil de Pernambuco afirmar que em todas as unidades há pelo menos um policial de plantão.

Em uma nota oficial, a associação afirmou que “não vê razão para comemorar a atual redução da violência”. Disse também que o aumento dos índices de homicídios e crimes contra o patrimônio, registrados nos últimos quatro anos, foi resultado “dos investimentos insuficientes na segurança pública, sendo a Polícia Civil a instituição mais afetada”.

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