FILHO ADOTIVO É CONDENADO A 50 ANOS POR PLANEJAR MORTE DOS PRÓPRIOS PAIS EM CANHOTINHO

terça-feira, 24 de março de 2026

Um crime brutal, que chocou o Agreste pernambucano em 2020, teve seu desfecho está semana com a condenação dos envolvidos.

Um homem foi condenado a 50 anos de prisão por planejar a morte dos próprios pais em Canhotinho, cidade localizada no Agreste de Pernambuco.

O caso, tratado inicialmente como latrocínio, revelou que o assassinato foi encomendado por Gabriel Martins de Melo, filho adotivo das vítimas, visando segundo os autos, antecipar a herança.

RELEMBRE O CASO

Era noite de 9 de janeiro de 2020, quando um casal foi atacado dentro de casa, em Canhotinho. Minéia Silvânia da Silva, na época com 47 anos, foi morta com um tiro na cabeça. O marido, Josenildo Martins de Melo, também baleado na cabeça, sobreviveu após atendimento médico, mas ficou com sequelas graves.

Após o crime, foram levados celulares, notebook e dinheiro, o que levou a polícia a tratar o caso como latrocínio. As investigações, porém, apontaram que o roubo foi usado para simular a motivação.

Segundo o Ministério Público, o filho adotivo, Gabriel Martins de Melo, contratou três homens para matar os pais e assumir a herança.

De acordo com a denúncia, os executores aguardaram o casal chegar, invadiram a casa e renderam as vítimas. Minéia teve as mãos amarradas e foi morta com um disparo na cabeça. Josenildo foi baleado e deixado ferido. O crime aconteceu na presença de um filho menor do casal.

Na sentença, a Justiça destacou a frieza e a premeditação, além do fato de o crime ter sido motivado por interesse financeiro contra os próprios pais.

O julgamento ocorreu em Caruaru nesta segunda (23) haja vista que a justiça optou pelo desaforamento da comarca de Canhotinho.

Os réus foram condenados por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e, no caso dos executores, também por roubo majorado.

As penas foram fixadas assim:

Gabriel Martins de Melo: 50 anos de prisão

Edivânio Campelo do Nascimento (“Galego”): 52 anos e 1 mês

José Diego Costa da Silva (“Bracinho”): 49 anos e 7 meses

José Carlos da Silva Júnior: 56 anos, 5 meses e 15 dias

O caso ganhou repercussão pela brutalidade e pelo fato de o mandante ter planejado a morte dos próprios pais visando a obtenção de uma herança.

Com informações do V&C Garanhuns)

Postado Por: Paulo Fernando