quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Uma das principais preocupações relacionadas ao contágio de crianças pelo novo coronavírus é o desenvolvimento da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (Sim-P). A doença é associada à Covid-19 e acomete crianças e adolescente posteriormente, como uma pós-exposição à Covid-19. Em Pernambuco, até o dia 7 de agosto, duas crianças haviam apresentado a doença e, atualmente, esse total já é de nove. A maioria dos pacientes recebeu alta, porém uma menina de 11 anos, que residia no Recife, morreu no fim de junho. Os números foram apresentados pelo secretário estadual de Saúde, André Longo, em entrevista coletiva remota nesta terça-feira (25).

O novo coronavírus não é obrigatório para crianças que desenvolvem a Sim-P, mas é observado como fator prévio, desde o início da pandemia, para diversas crianças apresentaram a síndrome. A rara síndrome foi identificada pós-coronavírus em crianças com idades entre 4 e 13 anos em Pernambuco. “No último registro, Pernambuco contabiliza nove casos desta síndrome, dos quais sete já evoluíram para alta e um, neste momento, está internado em enfermaria”, informou o secretário Longo.

Dos casos registrados até o momento, 4 são do sexo masculino e 5 do sexo feminino, residentes nos municípios de Joaquim Nabuco, Sirinhaém, Goiana, Limoeiro, Timbaúba, Caruaru, Flores e Recife, além de uma criança de Alagoas (Maragogi) assistida na rede de saúde pernambucana. Os adoecimentos ocorreram entre maio e este mês de agosto e foram atendidos nos hospitais Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), Correia Picanço, Barão de Lucena e Imip, no Recife; no Hospital Prof. Agamenon Magalhães (Hospam), em Serra Talhada; e no Memorial de Goiana, na Zona da Mata Norte. A criança que morreu foi atendida no Imip.

A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica é caracterizada por febre persistente e elevada, acompanhada de um conjunto de sintomas que pode incluir hipotensão (pressão baixa ou choque), comprometimento de múltiplos órgãos e elevados marcadores inflamatórios. O paciente pode apresentar manifestações cardiovasculares ou gastrointestinais agudas (diarreia, vômito, dor abdominal); conjuntivite ou manifestações cutâneas; quadro inflamatório e confirmação laboratorial (técnica RT-PCR ou sorologia) ou história de contato com caso confirmado do novo coronavírus.

“O protocolo e a obrigatoriedade de notificação saiu há pouco mais de 15 dias. É importante que todos os serviços de referência para pediatria no Estado estejam atentos ao diagnóstico sindrômico para que haja a notificação desses casos da Síndrome Pediátrica, possivelmente pós-exposição à Covid-19”, frisou André Longo.

(Com informações da Folha de Pernambuco)

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