segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Eu?

Eu fui vida e trabalho.

Servi a Deus e ao homem, que aqui é servir a si mesmo.

A Ele, por sua bondade e infinita misericórdia, somente tenho a agradecer pelos anos vividos.

Quanto ao homem, este é que deve ser grato a mim.

Trabalhei sempre com o fito de melhorar o dia de cada um.

Fi-lo.

Jogaram-me às pedras, e as removi dos caminhos.

Quando não mais tinham pedras no meio de um certo caminho, davam-me outros.

E as removi, deixando a vida mais amena.

Em suma: combati o bom combate, terminei a corrida, guardei o ofício.

‘Vim, vi, venci’´, como César.

Uma outra vida me esperava.

Saí da vida de todos para viver a minha.

Descansei.

A despeito da fragilidade de os nossos dias, que vão nos consumindo, fui vivendo.

O Senhor é minha testemunha, porque me fortalecia.

Esperança é Ele.

Quando, então, fui chamada.

Parto.

De certo, para uma vida plena, justa.

Cheia de Luz.

Assim, não chorem por mim.

Rezarei por vocês.

A vida, dádiva do Senhor, continua.

E ela é bela.

Fui intensa e infinita enquanto durei.

Sigam-me.

Unidos, e sempre, na graça do Nosso Pai Celestial.

Até mais tarde.

 

Soneto

Ah, a morte!, essa mudança de caminho

‘A morte não é nada’

Perdão, Santo Agostinho!

Deixa a vida dilacerada

Uma triste partida

Todos órfãos, seus amores

Ainda que descanso desta vida

Como Raquel, choramos nossas dores

É que não se aceita essa mudança

Da vida para a morte

E esperar não cansa

Mas, se à luz se segue a noite escura

Um mesmo Ponto une o começo ao fim

É aqui o encontro do Criador à criatura

Autor: J. Maria

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